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Risco de guerra pode salvar montadoras europeias?

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Uma versão militar da Ford Ranger está estacionada diante da entrada da fábrica da Ford em Dagenham, sob o logotipo da empresa

Legenda da foto, A Ford participa de uma proposta que disputa o fornecimento de veículos para o programa de mobilidade leve do Exército britânico

    • Author, Simon Jack
    • Role, Editor de Negócios
  • Published

  • Tempo de leitura: 11 min

É verde, robusto e intimidador. O mais recente carro da Ford parece uma picape que passou por uma transformação digna do Incrível Hulk. Baseada na popular linha Ranger, o modelo estacionado diante da fábrica da Ford em Dagenham, no leste de Londres, pode transportar até duas toneladas, rebocar até quatro toneladas e também carrega as esperanças dos cerca de 2.000 funcionários que ainda produzem motores no local.

Dentro da fábrica, os motores a diesel de três litros que vão equipar o veículo camuflado passam por uma linha de produção que, na última década, viu o volume anual cair de 90 mil unidades para cerca da metade.

A Ford espera que a entrada no mercado de veículos militares ajude a compensar essa queda. O chefe da empresa no Reino Unido descreve o momento atual como o cenário mais desafiador para o setor desde a invenção do automóvel.

Antes poderosa, a indústria automobilística europeia começa a mostrar sinais de enfraquecimento e aposta no forte aumento dos gastos com defesa, em meio ao rearmamento da Europa, para voltar a demonstrar sua força industrial.

A Ford faz parte de uma joint venture com as empresas especializadas em defesa General Dynamics e Ricardo que disputam um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 9.000 veículos ao longo dos próximos cinco a sete anos, em substituição à frota do Exército baseada em modelos Land Rover, já ultrapassada.

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