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Primavera começa nesta terça: o que esperar da estação com o El Niño no Brasil

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Jovem caminha por plantação de soja já colhida em Bom Jardim (MT); imagem de fevereiro de 2018 ilustra os efeitos da seca sobre a lavoura

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Jovem caminha por plantação de soja já colhida em Bom Jardim (MT); imagem de fevereiro de 2018 ilustra os efeitos da seca sobre a lavoura

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Dados atualizados na segunda-feira (21/09) pela NOAA, a agência oceânica e atmosférica dos Estados Unidos, mostram que a temperatura da superfície do Oceano Pacífico Equatorial atingiu o maior patamar já registrado para o fenômeno.

“O El Niño já é histórico, é um fato: hoje atingimos a maior temperatura na região do Oceano Pacífico Equatorial comparado a eventos anteriores. Este já é o El Niño mais intenso da história”, afirma a meteorologista Estael Sias, da MetSul.

A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, explica que o fenômeno já é considerado muito forte logo no início da estação e pode atingir, ainda no fim da primavera e no começo do verão, uma força nunca antes observada pela ciência moderna.

O precedente de 2023

A última primavera do Hemisfério Sul sob influência de um El Niño foi a de 2023, explica Pegorim — um período que deixou recordes históricos de calor no país e chuva extrema sobre o Rio Grande do Sul, com mortes e danos severos à infraestrutura e à economia do Estado.

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