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Por que o Brasil ainda não sabe quantos entregadores se acidentam no trabalho?

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Silvio Luiz Pinheiro pousa em frente a uma bicicleta cinza com uma bag amarela, usando uma jaqueta corta-vento preta

Crédito, Vitor Serrano/BBC

Legenda da foto, Acidente fez Silvio Pinheiro abandonar temporariamente as entregas

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    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
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  • Tempo de leitura: 6 min

Após um acidente, o entregador Silvio Luiz Pinheiro pensou em desistir da profissão.

Quando entrou na central para devolver uma bicicleta alugada, ele ainda estava machucado. O ombro doía, o braço quase não acompanhava os movimentos.

Pouco antes, na Avenida Sumaré, na Zona Oeste de São Paulo, o freio dianteiro da bicicleta elétrica havia travado de repente. Ele precisou desviar de pedestres que estavam no meio da ciclovia. Com areia perto da pista, a bicicleta perdeu a estabilidade, e ele caiu.

“Para não machucar o rosto, eu coloquei o braço esquerdo na frente, um reflexo natural que a gente tem”, conta.

Ele levou a bicicleta alugada até o balcão da central de locação, em Pinheiros, também na Zona Oeste da capital paulista, explicou que estava devolvendo o equipamento porque havia sofrido um acidente e esperou alguma reação.

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