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Por que grandes petroleiras americanas não integram acordo que dá controle de reservas da Venezuela aos EUA de Trump

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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (à direita), e o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright (à esquerda), dão entrevista coletiva após a assinatura de um acordo petrolífero no Palácio de Miraflores, sede da Presidência venezuelana

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Por que grandes petroleiras dos EUA evitam integrar ‘maior acordo da história’ entre Trump e Venezuela?

    • Author, Ángel Bermúdez
    • Role, BBC News Mundo
  • Published

  • Tempo de leitura: 12 min

Anunciado no fim de agosto, o acordo prevê entregar aos EUA o “controle majoritário” de 17 campos petrolíferos que reúnem cerca de 65 bilhões de barris, o equivalente a 21,5% de todas as reservas comprovadas de petróleo da Venezuela e a 141% das reservas americanas.

No entanto, nem a ExxonMobil, a maior petrolífera privada do mundo, com valor de mercado de US$ 654 bilhões (cerca de R$ 3,36 trilhões), nem a ConocoPhillips, avaliada em US$ 149 bilhões (aproximadamente R$ 766,5 bilhões), nem qualquer outra grande empresa americana do setor de petróleo e gás participará do acordo.

A Chevron, única grande petroleira dos EUA com presença na Venezuela, assinou um acordo separado para ampliar sua produção para 600 mil barris por dia nos próximos cinco anos. Para isso, prevê investir cerca de US$ 7 bilhões (em torno de R$ 36 bilhões), mas os recursos virão dos lucros obtidos pela empresa no país.

Com isso, a exploração dos 17 campos incluídos no acordo ficará a cargo da North American Blue Energy Partners (Nabep), empresa registrada em Barbados cujo histórico é praticamente desconhecido até mesmo entre especialistas do setor petrolífero. Não há registro de que a companhia opere ou tenha operado em outros países.

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