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Por que a nova onda de protestos estudantis assusta o governo francês

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Policiais antimotim enfrentam estudantes que protestam bloqueando a entrada da escola secundária Le Corbusier, em Aubervilliers, norte de Paris, em 1º de outubro de 2026. Desde o final de setembro, estudantes têm realizado protestos em frente às escolas devido a queixas que vão desde horários, tamanho das turmas e falta de professores até salas de aula superaquecidas durante as ondas de calor deste ano. Os protestos começaram na região de Île-de-France, em torno de Paris, mas agora se espalharam para outras cidades do país.

Legenda da foto, Desde os famosos protestos de 1968, os governos franceses sempre reconheceram o poder dos jovens que vão às ruas

    • Author, Hugh Schofield
    • Role, Da BBC News em Paris
  • Published

  • Tempo de leitura: 6 min

É um conselho sábio que todos os líderes franceses fazem questão de seguir: jovens nas ruas são sinônimo de problemas.

Desde os protestos estudantis de maio de 1968 — descritos de forma memorável pelo presidente Charles De Gaulle como “chienlit” (literalmente “defecação na cama”, ou seja, caos) – todos os governos têm medo da juventude francesa revoltada.

Por quê? Porque os movimentos juvenis são imprevisíveis e amorfos, muitas vezes sem uma estrutura clara com a qual se possa negociar. Porque quando eles protestam, outros grupos se juntam a eles.

Além disso, como são jovens, o público tende a simpatizar com eles. E porque, se a polícia errar e provocar ferimentos ou algo pior, as consequências são incalculáveis. E as eleições presidenciais estão a poucos meses de distância.

Por todas essas razões, quando a juventude revoltada está nas barricadas, os governos agem com muita cautela.

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