Crédito, Narendra Modi
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- Author, Vikas Pandey
- Reporting from, Delhi
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O piloto indiano da aeronave da Flydubai, que foi atacado pelo copiloto e abriu a porta da cabine para permitir a entrada de outras pessoas, afirmou que estava determinado a não deixar que os outros passageiros morressem.
“Eu estava caído no chão, ferido, mas disse a mim mesmo que faria um último esforço para abrir a porta por dentro”, disse ele em uma chamada de vídeo com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.
“Outras pessoas entraram e também ajudaram [a controlar a situação]. É claro que eu estava lutando pela minha própria vida, mas, ao mesmo tempo, sabia que não deixaria os outros morrerem”, acrescentou.
O avião, que seguia de Dubai para Tel Aviv, despencou mais de 17 mil pés (5,2 mil metros) após duas horas e meia de voo na última quarta-feira (31/09), antes que passageiros e tripulantes dominassem o agressor e retomassem o controle para realizar um pouso seguro.
Crédito, Embaixada da Índia em Israel
A aeronave foi forçada a desviar a rota para Tabuk, uma cidade no noroeste da Arábia Saudita.
Machchhar, que também foi aclamado como um “verdadeiro herói” pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi levado ao hospital antes de ser transferido por via aérea para Abu Dhabi, onde seu estado de saúde é considerado estável.
Ele disse que pilota aviões há 17 anos e “consegue perceber o que está acontecendo com a aeronave mesmo de olhos fechados”.
Modi disse ao comandante que “sua coragem, paciência e rapidez na tomada de decisões salvaram a vida de muitas pessoas” e que todo o país estava orgulhoso dele.
A embaixada da Índia nos Emirados Árabes Unidos informou na quinta-feira que Machchhar estava “bem de saúde e se recuperando satisfatoriamente”.
O embaixador Deepak Mittal disse estar “orgulhoso do comandante Smit por sua bravura” e “muito tranquilizado” ao encontrá-lo.
“Não encaro este ferimento apenas como um ferimento, pois isso tornaria minha recuperação ainda mais difícil”, disse Machchhar.
“Vejo isso como uma jornada que está acontecendo aos poucos e levará tempo, mas estou confiante de que a recuperação virá e de que voltarei a ficar em forma e saudável.”
Assista

O que aconteceu no voo da Flydubai?
O voo FZ1073 da Flydubai decolou do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, às 7h05 no horário local (0h05 no horário de Brasília), com destino ao Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
O voo transportava pelo menos 150 pessoas, e Netanyahu afirmou que “quase todos” os passageiros eram israelenses.
Dados do site de rastreamento de voos Flightradar24 mostram que o avião fez uma descida rápida sobre a Arábia Saudita cerca de duas horas e meia após a decolagem, caindo mais de 5 mil metros em menos de dois minutos, por volta das 5h21.
Minutos depois, o avião sinalizou um código de emergência — código squawk 7700 — antes de mudar para o código squawk 7500, que indica um sequestro.
Às 9h40, o avião — que havia entrado brevemente no espaço aéreo jordaniano — retornou à Arábia Saudita, onde posteriormente iniciou sua descida manual para pouso.
Menos de uma hora depois, o avião voltou a transmitir com o código squawk 7700, de emergência.
Os primeiros relatos da mídia local citaram autoridades israelenses dizendo que uma briga havia começado entre dois pilotos.
Mas, após o incidente, Netanyahu confirmou relatos posteriores de que um dos pilotos havia esfaqueado o outro antes de “aparentemente tentar derrubar” o avião.
Ele disse que um passageiro israelense lhe contou que “o avião entrou em parafuso e começou a descer” antes que o passageiro e um membro da tripulação invadissem a cabine de comando e dominassem o “piloto que havia esfaqueado”.
O avião foi desviado para o Aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, e pousou às 9h58, de acordo com dados de localização.
Modi e Trump elogiam o capitão Machchhar
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, disse que Machchhar “demonstrou imensa coragem e uma determinação inabalável em proteger a vida dos outros”, apesar de estar gravemente ferido.
“Sua bravura ajudou a salvar centenas de vidas e evitar uma grande tragédia”, escreveu ele em uma postagem no X, acrescentando que esperava uma rápida recuperação do piloto.
O ministro das Relações Exteriores da Índia, S Jaishankar, elogiou a “extraordinária coragem e a notável presença de espírito do piloto, mesmo diante de grave perigo”.
Em declarações à imprensa na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “o piloto estava em péssimo estado”, mas teve a sensatez de abrir a porta da cabine durante o ataque.
“Incrível, de certa forma ele foi um herói, por abrir a porta. Ele conseguiu recuar e abrir a porta.”