Linha45

PF deflagra operação em combate ao tráfico de animais silvestres

PUBLICIDADE


A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (1°/10), a Operação Tarântulas II, com o apoio da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA) da PMBA, Polícia Militar de São Paulo e do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/INEMA), com o objetivo de cumprir mandados judiciais decorrentes de investigação que apura a aquisição, guarda, criação, comercialização e remessa ilegal de espécimes da fauna silvestre, com especial enfoque no tráfico de tarântulas nativas brasileiras. A operação constitui desdobramento da Operação Tarântulas, deflagrada em setembro de 2025.

As investigações tiveram origem a partir da identificação de um esquema voltado à criação e comercialização clandestina de aracnídeos, inclusive espécies brasileiras de elevado valor no mercado internacional. Durante a primeira fase da investigação, foram apreendidos mais de duzentos espécimes de aranhas, escorpiões e lacraias, além de dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros que evidenciaram a existência de uma rede voltada à circulação nacional e internacional de animais silvestres.

A análise do material apreendido permitiu identificar novos investigados e revelar indícios da existência de uma rede estruturada envolvendo criadores, intermediários e adquirentes localizados em diferentes estados brasileiros, bem como contatos com comerciantes e compradores estabelecidos no exterior. Os elementos informativos colhidos até o momento apontam a possível prática dos crimes de aquisição e guarda ilegal de espécimes da fauna silvestre, receptação e contrabando.

Na presente fase, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador (BA), São Paulo (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP) e Jaguariaíva (PR), visando à coleta de elementos probatórios relacionados aos fatos investigados, incluindo animais mantidos irregularmente, documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais de interesse para a apuração. Durante as diligências, foram apreendidas tarântulas em três dos endereços objeto das medidas judiciais, sendo os espécimes imediatamente encaminhados aos respectivos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) para avaliação técnica, cuidados especializados e destinação adequada.

Os investigados poderão responder, conforme sua participação, pelos crimes de matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar, guardar ou manter espécimes da fauna silvestre sem autorização da autoridade competente; introdução de espécime animal no país sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida por autoridade competente; receptação e contrabando, sem prejuízo de outros delitos eventualmente identificados ao longo da investigação.

 

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima