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Ao destacar o caso, o jornal espanhol El País afirmou que a decisão do magistrado “representa uma escalada da guerra interna dentro do tribunal politizado”.
A reportagem também ressalta que tudo ocorre às vésperas de eleições presidenciais marcadas para outubro.
“A forma como a crise no Supremo Tribunal Federal evoluir poderá influenciar as eleições de 4 de outubro”, diz o El País.
Mendonça convocou uma sessão virtual extraordinária da Segunda Turma do STF na terça, na qual se formou maioria de votos para referendar o afastamento preventivo de Rodrigues e Almada da Costa. No entanto, a conclusão da sessão foi interrompida após um pedido de vista apresentado pelo ministro Gilmar Mendes.
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para contestar a decisão monocrática de Mendonça. Fachin deu então 72 horas para o ministro se manifestar.
Em outra frente, em apoio a Andrei Rodrigues, todos os diretores da PF colocaram o cargo à disposição para o delegado William Marcel Murad, diretor-geral substituto.
Em comunicado assinado pelos 11 diretores, indicados por Rodrigues, eles classificam o afastamento do diretor-geral da PF como “ataques injustificados” e repudiaram acusações de atuação “não republicana”.
Antes disso, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que reunia informações sobre as interações entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
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“O caso desencadeou uma disputa entre Moraes, o juiz sob suspeita, e seu colega André Mendonça, que está investigando o ocorrido e suspendeu provisoriamente o chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, de seu cargo”, diz o El País.
O jornal afirma ainda que “nunca antes o Supremo Tribunal Federal havia vivenciado uma crise de tamanha magnitude”.
Crise ‘arrasta governo Lula para o turbilhão’
O caso também foi noticiado pelas agências Reuters e Associated Press (AP).
Na reportagem de título “Crise na Justiça brasileira se agrava com ordem judicial de suspensão do chefe da Polícia Federal”, a Reuters afirma que o afastamento de Rodrigues “representa um novo capítulo” no conflito no STF.
“Moraes é uma figura poderosa no Brasil. Sua perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados por um plano de golpe para reverter a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022 levou à condenação do ex-presidente no ano passado”, diz a Reuters.
“Líderes da oposição de direita têm buscado associar o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva a Moraes, enquanto usam a crise judicial para impulsionar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente.”
A AP também afirma que o conflito no STF “arrasta o governo” de Lula “para o turbilhão que antecede as eleições”.
Nas simulações de segundo turno, quando o cenário mais provável até aqui é de uma disputa entre Lula e Flávio, Flávio aparece com 45% e Lula, com 44%, segundo as pesquisas divulgadas até terça-feira (8/9). Em caso de haver segundo turno, a votação será em 25 de outubro.