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Eleições 2026: Votos brancos, nulos e abstenções devem ser recorde este ano: ‘Tem algo diferente desta vez’, aposta cientista político

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Imagem mostra urnas eletrônicas sendo preparadas para o primeiro turno da eleição brasileira de 2026

Legenda da foto, ‘Este ano, as pessoas estão num grau inferior de conversa, ou até em silêncio. Ninguém está falando de política, o que é estranho’

A abstenção, que foi recorde nas eleições de 2022, pode voltar a crescer no pleito deste ano e atingir o maior nível das últimas décadas, na avaliação do cientista político Jairo Nicolau. Ele também acredita que o número de votos brancos e nulos pode aumentar.

A cerca de uma semana das eleições de 2026, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avalia que o eleitorado está frustrado com uma campanha marcada pela repetição da polarização entre petismo e bolsonarismo e pelo pouco espaço dedicado ao debate — ofuscado nas últimas semanas pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Essa é uma eleição em que as pessoas estão desanimadas com os candidatos que estão aí, e que tem grande chance de aumentar, num nível razoável, a abstenção e os votos nulos e brancos”, afirma.

“Talvez a gente tenha a maior taxa de abstenção nas eleições gerais de 2002 para cá.”

Mas Nicolau pondera que nem toda abstenção representa uma decisão deliberada de não participar da política.

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