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Do voto feminino à habitação popular: quem foi Carmen Portinho, pioneira do feminismo no Brasil

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Carmen Portinho em frente ao MAM, no Rio de Janeiro, em foto de 1981

Crédito, Arquivo Nacional

Legenda da foto, Carmen Portinho em frente ao MAM, no Rio de Janeiro, em foto de 1981

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 8 min

Em tempos de estupefatos olhares para a novidade da aviação, ela viu nos ares um canal para propagandear o ideal do voto feminino. Foi uma das maneiras que a engenheira Carmen Velasco Portinho (1903-2001), uma das pioneiras da luta feminista no país e a primeira brasileira a obter o título de urbanista, encontrou para divulgar a urgente pauta.

“Chegou a sobrevoar o Rio soltando panfletos em defesa do sufrágio feminino, em uma época em que nem avião decente existia”, conta a historiadora Mary Del Priore, autora do livro Sobreviventes e Guerreiras: Uma Breve História da Mulher no Brasil de 1500 a 2000.

Portinho viveu praticamente todo o século 20 e foi protagonista nas transformações vividas no Brasil ao longo desse período.

Ao lado de nomes como o da ativista, bióloga e educadora Bertha Lutz (1894-1976), ela lutou pelo direito ao voto das mulheres no país.

Desde cedo, Portinho defendeu a importância de que as carreiras profissionais das mulheres fossem valorizadas. Como urbanista, passou a pensar a infraestrutura da cidade sob uma perspectiva do cuidado, em uma visão muito mais realista acerca dos desafios enfrentados pela mulher que precisava — e ainda precisa — se desdobrar entre trabalho, responsabilidades como mãe e tarefas domésticas.

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