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Do Habib’s às Casas Bahia, por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

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O ministro Dario Durigan sentado, de terno, com a cabeça baixa e a mão cobrindo parte do rosto, em aparente sinal de preocupação ou cansaço.

Crédito, André Borges/EPA/Shutterstock

Legenda da foto, O ministro da Fazenda, Dario Durigan, nega que razão para a alta de recuperações judiciais seja somente as taxas de juros

    • Author, Daniele Madureira
    • Role, De São Paulo para a BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 8 min

Habib’s, Casas Bahia, Marabraz, Braskem, Raízen, Oncoclínicas, Grupo Toki (Tok&Stok e Mobly), Grupo CVLB (Casa & Vídeo e Le Biscuit), St. Marché. A lista de grandes empresas no Brasil que entraram com pedido de recuperação judicial ou extrajudicial só este ano é grande e deve aumentar, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Segundo dados da consultoria RGF, especializada em reestruturação de empresas, o número de companhias em recuperação judicial saltou 66% nos últimos três anos, atingindo 6.341 casos no segundo trimestre de 2026 — desse total, 21% são do varejo, 19,6% são da indústria de transformação e 17,5% são do agronegócio, os setores mais atingidos.

Na recuperação judicial, pela qual passa a Americanas desde 2023, por exemplo, todas as dívidas do grupo (trabalhistas, com fornecedores, bancos etc.) são renegociadas na Justiça; na recuperação extrajudicial, a companhia escolhe um grupo de credores para fechar uma negociação e homologá-la depois junto ao Judiciário.

Ambas são alternativas para a empresa não entrar em falência, quando a Justiça constata que a companhia não consegue mais pagar suas dívidas e deve encerrar suas atividades, como aconteceu com a Oi na última terça-feira (25/8).

Luiz Inácio Lula da Silva discursa ao microfone diante de um painel com o logotipo do programa Nova Indústria Brasil.

Crédito, Sebastião Moreira/EPA-EFE/REX/Shutterstock

Legenda da foto, Crise nas empresas tem sido usada por adversários de Lula para criticar a condução econômica do governo às vésperas das eleições, mas especialistas dizem que motivos são variados e não se limitam ao que acontece em Brasília

O papel do juros e de outros fatores

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu que o varejo é pressionado pela alta taxa de juros, uma vez que depende do crédito tanto para comprar dos fornecedores quanto para revender aos consumidores, mas negou uma crise generalizada.

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