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Cuba: as frustrações de uma vida em meio a apagões, sem luz, sem água e sem transporte

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Tela de computador portátil acesa em meio à escuridão, deixando ver apenas o homem que segura o aparelho no colo e sua varanda

Crédito, Gentileza de Gustavo

Legenda da foto, Gustavo costuma passar os longos apagões de Cuba lendo ou escrevendo no computador, na varanda de casa

    • Author, Santiago Vanegas*
    • Role, BBC News Mundo
  • Published

  • Tempo de leitura: 10 min

Gustavo vai à academia todas as manhãs.

Ele trabalha em uma galeria de arte na capital de Cuba, Havana. E, ns fins de semana, visita exposições e escreve sobre elas para uma revista.

Sua vida poderia ser a vida típica de um profissional de 25 anos de idade, não fosse pela crise energética enfrentada por Cuba, a pior das últimas décadas. Ela provocou um efeito dominó que afeta quase todas as suas atividades.

A questão não são apenas os apagões, que se estendem por cerca de 16 horas por dia. Há também a falta de transporte público, que leva Gustavo a planejar cuidadosamente suas saídas de casa. Do contrário, ele se arriscaria a precisar pagar por um táxi que poderia custar um terço do seu salário mensal.

Isso sem falar que, frequentemente, sua casa fica semanas inteiras sem água e que ele passa muitas noites junto a uma lanterna na sacada de casa, para tentar evitar o calor.

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