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Crise no STF: Fachin quebra silêncio e Moraes acusa Mendonça de abuso de autoridade; entenda

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Fachin com olhar sério, sentado no STF

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Fachin solicitou formalmente esclarecimentos aos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça
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Tempo de leitura: 3 min

A crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou novos contornos no início da noite desta quinta-feira (3/9).

Em uma frente, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, solicitou formalmente esclarecimentos aos colegas Alexandre de Moraes e André Mendonça, além do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Em despacho, Fachin deu prazo de cinco dias para que todos se manifestem sobre a crise aberta pelo relatório da PF, produzido por solicitação de Mendonça, que indicou possíveis irregularidades na relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Ainda no despacho, o presidente do STF apontou que os fatos devem ser apurados para que o plenário da Casa possa tomar uma decisão a respeito do pedido da própria PGR pela anulação da validade do relatório.

Mendonça ao lado de Moraes no STF

Crédito, REUTERS/Adriano Machado

Legenda da foto, André Mendonça no dia seguinte à retirada de sigilo de relatório da PF que expôs Alexandre de Moraes (na foto, ao fundo)

No mesmo front, Moraes partiu para a ofensiva contra André Mendonça. O ministro pediu formalmente a inclusão de Mendonça no chamado Inquérito das Fake News, acusando o colega de toga de “usurpação da direção das investigações das autoridades policiais”, “condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada” e “direcionamento de determinados alvos para investigação (Ministro Alexandre de Moraes e Senador Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos.

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