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Crise entre Moraes e Mendonça: a reação de Lula, Flávio e do mundo político

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Montagem com fotos de Moraes e Mendonça

Crédito, Getty Images

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Tempo de leitura: 4 min

Dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal que revelou diálogos entre Vorcaro e um contato atribuído a Moraes, o próprio Alexandre de Moraes enviou ao presidente do STF, Edson Fachin, uma petição dentro do Inquérito 4.781, o chamado inquérito das fake news, acusando Mendonça de agir para favorecer “grupos políticos”.

Moraes usou relatórios da inteligência da Polícia Federal para acusar André Mendonça de, “em tese”, ter cometido improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e de abuso de autoridade, com quebra da “imparcialidade judicial” e “favorecimento a determinados grupos políticos” ao atuar como relator dos casos do escândalo do INSS (“Operações Sem Desconto”) e do Banco Master (“Operação Compliance Zero”).

Moraes também acusa o colega de usurpar a condução dos trabalhos da autoridade policial, de conduzir de forma irregular as tratativas de um eventual acordo de colaboração premiada com Vorcaro e de direcionar investigações contra ele próprio e contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por motivos pessoais e políticos.

Fachin respondeu ainda na quinta-feira: abriu um procedimento autônomo e deu cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem por escrito sobre o caso.

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