Linha45

Corrida eleitoral no Brasil definirá rumos do Mercosul

PUBLICIDADE


A corrida presidencial de 2026 no Brasil impulsionou o debate político entre as visões ideologicamente opostas acerca dos próximos passos do Mercosul, encabeçadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O confronto ganhou força depois de Flávio encaminhar ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) documento que critica o funcionamento do bloco. Ele endossou o discurso do presidente argentino, Javier Milei, por flexibilização e mais liberdade para negociar. Chegou até a propor uma área de livre comércio entre Brasil e EUA.

Lula reagiu dizendo que o Mercosul é instrumento de soberania e de proteção diante do avanço do protecionismo internacional. Ele voltou a defender que a integração regional não se sujeite a cada mudança de governo, reiterando o desejo de ampliar acordos comerciais conjuntos. O avanço no acordo entre Mercosul e União Europeia, após 25 anos de tratativas, entusiasmou representantes de todos os governos sul-americanos.