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Lula x Flávio: quem ganha em Minas ganha no Brasil? Por que eleição de 2026 pode mudar essa ‘regra’

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Montagem com fotos de Lula segurando um prato com pão de queijo e Flávio Bolsonaro com punho levantado

Legenda da foto, Lula e Flávio travam disputa acirrada pela Presidência

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“Lá se dão encontro, concordemente, as diferentes partes do Brasil”, descreveu o mineiro Guimarães Rosa num artigo à revista O Cruzeiro, em 1957. E continuou: “Seu orbe é uma pequena síntese, uma encruzilhada, pois Minas Gerais é muitas”.

A descrição do escritor traduz o que se pode ver ao olhar com atenção o mapa. Quarto maior Estado do Brasil (e o maior fora da Amazônia legal), o território de Minas encontra, ao norte, os sertões da Bahia; ao sul, as serras de São Paulo e Rio; a oeste, o campo goiano e o Distrito Federal; e, a leste, o caminho para o mar do Espírito Santo.

“A gente tem uma Minas paulista, uma Minas carioca, uma Minas baiana e uma Minas goiana… E, além delas, uma Minas central profunda, que é a do Guimarães Rosa”, resume o cientista político Thiago Silame, professor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal).

Se a geografia dá a Minas um pouco de vários Brasis, a política “carimbou” no Estado o título de “espelho” do país.

Isso porque, desde a primeira eleição pós-redemocratização, em 1989, o resultado da eleição presidencial em Minas reflete o do Brasil. Ou seja: quem ganha em Minas acaba vestindo a faixa presidencial.

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