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Por que Maria, mãe de Jesus, é tratada de forma diferente por católicos e evangélicos

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Pintura religiosa mostra Maria, uma mulher com véu e roupas em tons claros e azuis, inclinada sobre um bebê adormecido em seu colo, Jesus.

Legenda da foto, O Sono do Menino Jesus, pintura de Giovanni Battista Salvi (1609-1685), no Museu de Belas Artes de Lyon, na França

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 10 min

Com direito a fake news e gatilhos que evocam grupos religiosos conservadores, a reta final do primeiro turno da campanha para a eleição presidencial trouxe para o centro do debate uma figura religiosa que estaria física e biologicamente ligada ao nascimento do próprio cristianismo.

Trata-se de Maria, aquela mulher que é apresentada pela Bíblia e consolidada pelas tradições cristãs como a mãe humana de Jesus, homem considerado filho de Deus pelos cristãos de todas as denominações.

No meio católico, ela também é chamada de Nossa Senhora e recebe diferentes epítetos, conforme causas ou localidades. No Brasil, o Vaticano reconhece como padroeira nacional Nossa Senhora Aparecida.

Em maior ou menor grau, protestantes enxergam de forma diferente.

Embora eles reconheçam a figura como a mulher que aceitou a missão de gerar o “filho de Deus” — que teria sido confiada por Deus por meio da visita de um anjo, conforme relato bíblico — e que viveu como modelo de fé e submissão divina, não comungam com os católicos a mesma devoção a essa mulher, para os católicos a maior das santas e a grande intermediadora entre a humanidade e Jesus.

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