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Por que o Japão tem tão poucas lixeiras e, ainda assim, mantém suas ruas limpas

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Dezenas de pessoas atravessam o famoso cruzamento de Shibuya.

Legenda da foto, Apesar de suas ruas movimentadas, Tóquio é famosa pela limpeza.

    • Author, Michelle Gross
    • Role, BBC Travel*
  • Published

  • Tempo de leitura: 4 min

Se você passar um dia andando por Tóquio, é possível que acabe carregando um copo de café vazio, a embalagem de um sanduíche de ovo da 7-Eleven e uma crescente sensação de perplexidade. O Japão é famoso pela limpeza, mas por que é tão difícil encontrar onde jogar o lixo?

É uma frustração que já rendeu inúmeros vídeos nas redes sociais de turistas perplexos percorrendo as ruas impecáveis em busca de uma lixeira.

No entanto, a resposta é mais complexa do que pode parecer à primeira vista.

“É uma mistura complexa de acontecimentos históricos… fenômenos econômicos, eventos políticos e seus diversos efeitos sobre como as pessoas decidem agir”, afirma Eiko Maruko Siniawer, professora de história no Williams College e autora de Waste: Consuming Postwar Japan (“Resíduos: o consumo no Japão do pós-guerra”, em tradução livre).

O Japão nem sempre foi um país sem lixeiras. Siniawer aponta março de 1995 como um ponto de virada fundamental na cultura das lixeiras no país: foi quando membros da seita Aum Shinrikyō liberaram gás sarin em três linhas do metrô da capital japonesa durante o horário de pico da manhã, matando 14 pessoas e deixando milhares de feridos.

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