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Evento do Setembro Amarelo reúne cerca de 200 mulheres no CCI para uma tarde dedicada à saúde mental

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Profissionais estiveram disponíveis para acolher as participantes ou para tirar dúvidas.

 

 

Uma tarde dedicada a falar sobre saúde mental, olhar para dentro de si e acolher. Cerca de 200 mulheres participaram, na quarta-feira (23), de uma programação especial no Centro de Convivência do Idoso (CCI), alusiva ao Setembro Amarelo, mês dedicado à valorização da vida e ao cuidado com a saúde mental.

A programação criou um ambiente de escuta, diálogo e conhecimento sobre os caminhos para buscar ajuda na rede municipal. Durante o evento, profissionais estiveram disponíveis para acolher as participantes que buscassem uma conversa mais direcionada ou quisessem tirar dúvidas.

A ação foi realizada por meio de uma parceria entre as secretarias municipais da Mulher, da Saúde e do Esporte, Lazer, Juventude e Melhor Idade. “É um assunto importante e delicado, mas queremos tratá-lo de forma leve. É uma tarde de prevenção e, ao mesmo tempo, de descontração”, pontua a gerente do CAPS II, Eliane Brambatti.

A escolha do público feminino está ligada às diferentes situações de vulnerabilidade enfrentadas pelas mulheres ao longo da vida, segundo a gerente do CAPS II. “As mulheres estão mais suscetíveis a desenvolver doenças mentais, como a depressão, devido às situações que muitas vezes enfrentam, como as diversas jornadas do dia a dia. Também tem aquelas mulheres que tiveram que ocupar o tempo, a mente, quando os filhos saíram de casa, para lidar com a solidão. E a gente quer chamar atenção para isso. Não tem idade para cuidar da saúde mental, para melhorar a qualidade de vida”, ressalta.

Para a diretora de Promoção à Saúde da Secretaria Municipal da Mulher, Simone Oliveira, o cuidado com a saúde mental precisa fazer parte da rotina das mulheres em todas as fases da vida. “Muitas mulheres passam a vida cuidando de todos e deixam a si mesmas por último. Com o tempo, isso aparece em forma de cansaço, tristeza e solidão. Nosso papel é mostrar que pedir ajuda não é fraqueza e que a rede municipal está de portas abertas para acolher cada uma delas”, afirma.

As participantes foram recepcionadas com música ao vivo, em um convite para celebrar a vida. Em seguida, a médica Thyale Mariorie Souza Bittencourt ministrou a palestra “Escuta, acolhimento e cuidado em situações de sofrimento e risco de suicídio”. O momento chamou a atenção para o valor do cuidado diário consigo e com o outro.

A programação também permitiu que as participantes compartilhassem experiências sobre envelhecimento, solidão e a necessidade de manter vínculos sociais.

A pensionista Maria das Neves Silva Santiago frequenta as atividades do CCI e participou do evento. “Eu acho que é importantíssimo para nós falar sobre saúde mental. Nessa idade, a solidão está presente. Sentimos falta da companhia dos filhos, que têm as suas obrigações, dos netos, porque a gente também não quer atrapalhar a vida deles. E é por isso que a gente vem no CCI, porque aqui a gente sorri, a gente se anima e esquece da solidão”, comenta.

A diarista e aposentada Ivani Amaro de Oliveira destacou a relevância de ter informações para reconhecer situações de sofrimento e saber como buscar ajuda. “Eu achei que é importante a gente saber, assistir a uma palestra, adquirir conhecimento”, afirma.

A dona de casa Sandra Regina de Assis defendeu a criação de mais espaços de diálogo sobre saúde mental. “Hoje não existe mais aquele diálogo que existia antes. Não se senta mais à mesa para conversar, as pessoas sentam para ficar no celular. Acho que isso foi fazendo com que as pessoas fossem diminuindo a qualidade de vida. Hoje, nós não vemos mais o vizinho, as pessoas preferem o celular a uma boa conversa. Então, é de extrema importância que existam cada vez mais essas palestras, essas rodas de conversa, o acolhimento, para que tenhamos pessoas que consigam envelhecer com saúde mental”, declara.

O diretor da Juventude e Melhor Idade, Luiz Carlos Chavantes (Prof. Carioca), ressalta que o evento veio ao encontro do trabalho desenvolvido no CCI. “As atividades ofertadas no CCI buscam promover qualidade de vida para esse público, tanto no aspecto físico quanto mental. Uma tarde com uma programação exclusiva sobrea saúde mental contribui para ampliar ainda mais a atenção e o cuidado com a saúde, especialmente entre as mulheres da terceira idade.”

Onde buscar ajuda

Quem estiver passando por sofrimento emocional pode procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou o CAPS II, na Rua Lamartine Babo, 780, Parque Monjolo, telefone (45) 3521-9527. O atendimento é de portas abertas, sem necessidade de encaminhamento. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente, 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo chat no site cvv.org.br. Em situações de emergência, ligue para o SAMU (192).


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