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Ensaio técnico orienta equipes em obras de recape nas ruas e avenidas de Foz do Iguaçu

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Procedimento é realizado nos trechos em que já foi identificada a necessidade de recape.

 

 

Antes de receber uma nova camada de asfalto, as ruas e avenidas de Foz do Iguaçu que passam por obras de recape são submetidas a uma avaliação técnica. O procedimento utilizado é o ensaio da Viga Benkelman, um estudo que mede a deformação do pavimento existente e fornece parâmetros para determinar a espessura adequada do novo revestimento.

Segundo o diretor de manutenção viária da Secretaria Municipal de Obras, Rubens Sarlo, o procedimento é realizado da seguinte forma: Na parte traseira de um caminhão carregado com uma tonelagem padrão, um equipamento acompanha a passagem sobre o pavimento e registra o quanto o asfalto se deforma. A partir dos dados obtidos, os técnicos conseguem definir qual a espessura que será necessária no recape. “O estudo avalia como aquele pavimento está se comportando. Qual é a camada de material que eu preciso retirar e quanto será a nova espessura do novo pavimento, se serão necessários 4, 5 ou 6 centímetros”.

O diretor complementa que o ensaio é realizado nos trechos em que já foi identificada a necessidade de recape. Além de contribuir para a qualidade da obra, a avaliação permite dimensionar a intervenção de acordo com as características de cada rua. “A realização desse procedimento garante que não estamos retirando uma camada maior do que é necessária para a troca do pavimento e a quantidade de asfalto colocada naquela via será adequada à situação dela, à quantidade de carros que passam e ao peso dos veículos”, explica.

O envelhecimento da malha viária do município é um dos principais fatores que aumentam a necessidade de manutenção das ruas. Com o avanço da idade, o asfalto perde capacidade de suporte e passa a apresentar deformações e deterioração com maior frequência.

Diante deste cenário, o desafio da manutenção viária envolve diferentes frentes: recuperar os pavimentos que já atingiram o fim da vida útil, preservar aqueles que ainda apresentam condições adequadas e ampliar a pavimentação em locais que ainda não contam com asfalto.

Conforme o diretor de pavimentação, Fábio Cardoso, Foz do Iguaçu ainda possui cerca de 60 quilômetros de vias em pavimento poliédrico e mais de 100 quilômetros de estradas de chão. A recuperação da malha existente, portanto, ocorre de forma integrada com as obras de asfaltamento e esse tipo de ensaio é realizado tanto para os recapes executados pelas equipes próprias da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, quanto para os projetos licitados e contratados para execução de grandes volumes. “O atual grande desafio que enfrentamos na pavimentação viária do município, que passou por muitos anos sem recapes ou pavimentações novas, bem como, com asfaltamentos de qualidade duvidosa ou em quantidade insuficiente para o volume necessário anual, é manter os pavimentos existentes, substituir os pavimentos deteriorados ou em vias de deterioração e seguir ampliando o asfalto onde ainda não existe”, afirma.


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