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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega à Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta terça-feira (22/09) em um momento particularmente delicado da relação entre Brasil e Estados Unidos: a duas semanas das eleições brasileiras, com uma disputa comercial ainda sem solução e sob o risco de uma nova rodada de sanções do governo Donald Trump contra autoridades brasileiras.
Lula também já manifestou preocupação com uma possível interferência americana nas eleições e disse que gostaria de pedir pessoalmente a Trump que não se envolva na disputa brasileira
A própria possibilidade de uma conversa entre os dois presidentes é cercada de incerteza. Não há reunião bilateral prevista e, segundo informações obtidas pela BBC News Brasil, nenhum dos governos havia apresentado um pedido formal para o encontro. Uma conversa informal, porém, não está descartada: Brasil e Estados Unidos discursam em sequência na abertura do debate geral, o que pode colocar Lula e Trump frente a frente nos corredores da ONU.
Segundo fontes no Planalto, se o governo sentir que há brecha para uma conversa mais longa, não há óbice para que isso aconteça.
Já nos bastidores, o governo Lula vem procurando caminhos alternativos para se aproximar do presidente americano, diante do entrave atual nas negociações.