Linha45

Como o STF ficou tão poderoso, de ‘guardião’ da Constituição de 1988 ao centro da política

PUBLICIDADE


Plenário do STF com os ministros sentados ao centro da sala

Crédito, Ton Molina/NurPhoto via Getty Image

  • Published

  • Tempo de leitura: 10 min

“Foi definido por nós na Constituinte que, na falta de atuação do Congresso, o Judiciário pode quase legislar. Demos ao STF um poder muito grande.”

Em 2009, eram essas as palavras do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) durante uma aula-magna a alunos no IDP, instituto criado por um de seus indicados ao Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Naquela mesma época, Mendes, que se tornou ministro em 2002 e é considerado por analistas um marco na mudança de postura do tribunal – de mais coadjuvante a protagonista da vida pública brasileira -, rodava o mundo defendendo a ampliação dos poderes da Corte.

Falando a juízes europeus na Lituânia, Mendes explicava que a “jurisdição constitucional brasileira tem desenvolvido, gradualmente, diferentes técnicas de decisão”, para atuar onde havia omissões do legislativo.

O argumento, citado por Mendes e FHC, se baseia nas mudanças trazidas pela Constituição de 1988, promulgada após o fim da ditadura militar e que ampliou significativamente o escopo de atuação do STF.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima