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Tratado pelo fim de testes nucleares: letra morta ou esperança de paz?

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Teste realizado em Nevada em 1953. Foto: National Nuclear Security Administration/ Domínio Público

Crédito, National Nuclear Security Administration/ Domínio Público

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 9 min

Em 29 de agosto de 1991, o antigo campo de testes nucleares de Semipalatinsk, no atual Cazaquistão, foi fechado. Em 2009, a Assembleia Geral das Nação Unidas acatou proposta da delegação cazaque e declarou a data o Dia Internacional Contra os Testes Nucleares.

Foi mais um degrau simbólico galgado em busca do fim de uma das maiores ameaças inventadas pela humanidade contra si — e o próprio planeta: as bombas atômicas.

Trinta anos atrás, a mesma assembleia da ONU deu o passo mais importante no sentido de reduzir gradualmente o arsenal bélico nuclear existente no planeta. Apresentado em 10 de setembro de 1996 e aberto para assinaturas no dia 24 do mesmo mês, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, conhecido pela sigla em inglês CTBT, se tornou o mais efetivo instrumento de controle da proliferação e desenvolvimento desse tipo de armamento.

“O Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares proíbe todas as explosões de testes de armas nucleares, por qualquer país e em qualquer lugar. O tratado criou e consolidou uma norma internacional tão forte que menos de uma dúzia de testes desse tipo foi realizada desde que ele foi aberto para assinatura, em 1996″, afirma a organização criada para viabilizar o acordo, conhecida como CTBTO, em texto institucional.

“Era um momento em que se abria uma janela de oportunidades de maior diálogo entre as potências nucleares. O grande deflagrador [desse contexto] foi o fim da Guerra Fria”, avalia o jurista e cientista político Enrique Natalino, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

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