Linha45

A rede de propaganda pró-Rússia que explora violência sexual e usa mulheres do Exército ucraniano como isca

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Keti Leshkasheli olha diretamente para a câmera. Ela tem o cabelo loiro preso em duas tranças. Atrás dela, aparecem uma arma e as bandeiras da Geórgia e da Ucrânia

Crédito, Keti Leshkasheli

Legenda da foto, Keti Leshkasheli descobriu que sua imagem estava sendo usada para atrair usuários a canais pró-Rússia

    • Author, Sandro Gvindadze
    • Role, Unidade Global de Desinformação da BBC
    • Author, Diana Kuryshko
    • Role, BBC Ucrânia

    • Author, Yaroslava Kiryukhina
    • Role, BBC Rússia
  • Published

  • Tempo de leitura: 7 min

Aviso: esta reportagem contém conteúdo que alguns leitores podem considerar perturbador.

Quando Keti Leshkasheli, médica da Geórgia que serviu nas Forças Armadas da Ucrânia, voltou da linha de frente, há cerca de três anos, seu celular não parava de vibrar.

Amigos e familiares queriam saber se ela estava bem. Eles haviam visto publicações no aplicativo de mensagens Telegram que afirmavam que Leshkasheli tinha sido capturada e estuprada.

“Fiquei sabendo que havia aparecido um vídeo dizendo que algumas garotas e eu tínhamos sido capturadas. Havia um link para um canal no Telegram que mostrava como estávamos sendo ‘punidas'”, contou Leshkasheli à BBC.

Ela se reconheceu na imagem. Era uma foto dela, tirada anos antes, em que aparece de uniforme militar em Avdiivka, cidade no leste da Ucrânia que hoje está sob ocupação russa.

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