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Petróleo nas Malvinas: por que disputa pelas ilhas voltou ao centro da política na Argentina?

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O presidente argentino Javier Milei, vestindo uma jaqueta de couro, aparece sorrindo com o punho cerrado erguido contra um fundo preto.

Crédito, Tomas Cuesta/Getty Images

Legenda da foto, O presidente argentino Javier Milei desfruta de uma relação cordial com o presidente Trump.

    • Author, Will Grant
    • Role, Correspondente da BBC para o México, América Central e Cuba
  • Published

  • Tempo de leitura: 4 min

O tom em relação à disputa das Ilhas Malvinas vem se acirrando na Argentina desde muito antes do pronunciamento do presidente Javier Milei sobre as sanções, feito na última semana.

É tentador ver uma representação visual da tensão nos jogadores argentinos eufóricos comemorando a suada vitória sobre a Inglaterra na Copa do Mundo da FIFA, segurando uma faixa com os dizeres “Las Malvinas son Argentinas” – as Ilhas Malvinas (Falkland, para os britânicos) são argentinas, diante de seus torcedores em êxtase. No entanto, o ressentimento já vinha se acumulando há muito mais tempo.

O presidente Milei iniciou seu discurso de quinta-feira com um breve histórico das Ilhas Malvinas, sob a perspectiva argentina. Ele repetiu o argumento central da posição do país: as ilhas “pertencem por direito” à Argentina. Os britânicos invadiram e ocuparam as ilhas em 1833, disse ele, tomando o território à força das mãos da Argentina.

O governo britânico diria que ele convenientemente ignorou alguns detalhes: as ilhas – cujo controle havia sido alternado entre as potências europeias ao longo dos séculos 17 e 18 – estavam desabitadas quando os britânicos reocuparam o território.

O assentamento argentino havia sido expulso dois anos antes, não pelos britânicos, mas pelos americanos. Um navio de guerra, o USS Lexington, destruiu um forte ali estabelecido em dezembro de 1831, em meio a uma disputa sobre os direitos locais de pesca e caça de focas.

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