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‘Ou o Supremo julga Moraes ou o Congresso julga’, diz jurista Joaquim Falcão

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Mendonça e Moraes

Crédito, Getty Images

    • Author, Mariana Schreiber
    • Role, Da BBC News Brasil em Brasília
  • Published

  • Tempo de leitura: 7 min

“A decisão que apaziguaria esse momento é o Alexandre [de Moraes] pedir demissão, mas ele sempre dobra a aposta”, disse à BBC News Brasil o jurista Joaquim Falcão, após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) apresentar, na noite de quinta-feira (3/9), um pedido de investigação contra seu colega de Corte, o ministro André Mendonça, por supostos abusos na condução das investigações do Banco Master.

“É momento de tensão máxima da democracia”, constata ainda Falcão, constitucionalista e integrante da Academia Brasileira de Letras (ABL).

As conversas incluem um suposto pedido do banqueiro, em 30 de outubro de 2025, para que Moraes interferisse a seu favor na atuação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. As investigações também confirmaram que o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, mantinha um contrato de R$ 131 milhões com o Master, e que esse documento chegou a ser editado por Moraes.

Para Joaquim Falcão, não há equivalência entre as suspeitas que pairam sobre Moraes e as acusações que o ministro fez a Mendonça.

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