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Advogado de Lula defende Kirchner em caso encaminhado à ONU

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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner (2007-2015) apresentou uma queixa ao Comitê de Direitos Humanos da ONU para contestar a condenação judicial pela qual está em prisão domiciliar desde o ano passado.

Em carta divulgada no seu site na quarta-feira (29), a peronista anunciou dois novos advogados na sua equipe de defesa: o espanhol Javier Borrego e o brasileiro Rafael Valim, que descreveu como juristas de “reconhecido prestígio internacional”, com trajetórias “independentes e amplamente respeitadas” na área de direitos humanos.

“Sua experiência, autoridade acadêmica e compromisso com o Estado de Direito ajudarão a garantir que este caso específico seja examinado com o rigor jurídico que merece”, afirmou Kirchner na carta.

À agência EFE, Valim, que integrou a equipe que contestou na ONU as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dentro da Operação Lava Jato, disse que “não é um caso puramente individual de um cidadão ou uma cidadã que está com seus direitos violados, mas também em que um país, um povo, tem seus direitos políticos violados de escolher livremente seus dirigentes”.